Toda semana teremos um texto aqui no blog, o primeiro Texto é da Victória Silva, espero que gostem já que são textos feitos pelos leitores, se você quer seu texto aqui é só mandar uma mensagem pela inbox da nossa página.
Num canto qualquer do mundo, lágrimas que queimavam mais que o fogo, o ritmo coração constante, rápido, ecoava em meio ao silencio em que estava, vazio, o quarto, seu coração, a vida. Insignificante, era assim que ela se definia, não amava nem a si mesma, e por isso, não via sentido em continuar tudo aquilo, a vida, se continuar.OBS: Todos os textos postados aqui pela marcação (#texto) são de autoria de seus criadores, por exemplo, este texto é de total autoria e criação de Victória Silva, o uso do mesmo sem seus devidos créditos são plágios.
Procurou ajuda nos meios mais obscuros, a dor do corte aliviava o emocional, o sangue exposto era seu anestésico para o mundo lá fora, o efeito da heroína circulando por seu corpo, um aborto do que ela não queria que existisse, suas dores, dúvidas, ela.
Correndo em círculos, voltava sempre para o mesmo lugar, precisava sair de cima do muro, não via saída e por vezes tentou acabar com a dor, mesmo que assim causasse estragos ainda piores, não tinha tempo para pensar nas consequências, e por isso corria, em meio a chuva, na contra mão de tudo que existia, corria, lavando a alma, misturando as gotas a sua secreção emocional, corria.
Chegou ao ponto final, era apenas ela e seu consciente, e por fim pode enxergar, sua vida não era perfeita, mas o mundo também não.
Chegou ao ponto final, e desejou voltar para o início, aquela primeira lágrima reprimida, o primeiro corte, a primeira injetada. Desejou voltar, e dali, do ponto final, percebeu que ao ponto final, imposto por ela, cabia uma virgula, e correu, agora na mão correta, em busca do que faltava, amor.
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