Menino chamado de 'Félix da novela' vence bullying em escola com terapia

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Caso aconteceu em Piracicaba em agosto; mãe fez BO contra professora.
'Ele está tranquilo e tenta superar a separação dos amigos', diz advogado.

O menino de 11 anos que sofreu bullying da professora ao ser comparado com o personagem Félix, interpretado por Mateus Solano na novela da Rede Globo "Amor à Vida", faz terapia há dois meses em Piracicaba (SP) para superar o trauma e a separação dos amigos da escola. Depois de toda polêmica sobre o caso, o garoto saiu da unidade escolar e teve que recomeçar o ano letivo em outro local. "Ele está tranquilo agora", afirmou o advogado da família, Homero de Carvalho.

Ainda segundo o advogado, o tratamento é pago pela mãe do garoto. "É particular e vai ajudá-lo a aceitar a mudança de escola e o rompimento com os amigos da classe", contou o advogado. 

Alguns amigos e familiares ajudam a incutir na cabeça do garoto que tudo não passou de um mal entendido. "Eles dizem que o comentário deve-se apenas à semelhança física entre o menino e o ator da novela", ressaltou Carvalho.

Os óculos de grau que foram o chamariz para a "brincadeira" da professora continuam sendo usados pelo garoto. A família entrou com processo por danos morais contra o estado e aguarda a decisão. "A ação agora está nas mãos do procurador do Estado de São Paulo e estamos aguardando a resposta deles", afirmou Carvalho. O menino vai à terapia uma vez por semana, segundo o defensor da família.

Relembre o caso

A mãe do adolescente, que estudava na Escola Estadual Professora Juracy Neves de Mello Ferracciú, no bairro Noiva da Colina, fez um boletim de ocorrência em agosto de 2013 contra a professora que chamou o menino de Félix, personagem homossexual e vilão na novela. 

A docente, que ensina geografia, disse em sala de aula que o menino se parecia com o então administrador do hospital da trama das 21h. O boletim de ocorrência foi registrado como injúria.


Na época, a mãe do garoto comentou que ele voltou das férias com óculos de grau depois de ir ao médico. Foi então que a professora, ao notar a diferença no visual, disse em sala de aula que o rapaz se parecia com alguém, mas que ela não podia dizer o nome, ainda conforme relatos da mãe, uma despachante de 36 anos. "Foi quando um dos colegas de classe disse que sabia quem era e disse o nome do personagem", afirmou a genitora na data.

Fonte: G1
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